Índice SumUp do Microempreendedor

Motivação

Nos últimos anos, o Brasil viveu a crise econômica mais importante de sua história. Em 2014, o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 0,5%, seguido por dois anos de quedas históricas de 3,5% a cada ano e por uma recuperação fraca desde então. Quando a economia parecia iniciar um ciclo de expansão econômica em 2019, a Covid-19 surge fechando empresas e reduzindo drasticamente a atividade econômica desde o primeiro semestre de 2020.

Porém, o Brasil tem uma característica em seu mercado de trabalho que reduz o efeito de crises e possibilita uma recuperação mais rápida da atividade econômica: a grande capacidade empreendedora da população, especialmente em situações de adversidade financeira. Mas, embora haja alguns índices que medem a atividade econômica e mais especialmente o varejo, não há índice no Brasil que meça a atividade das microempresas e dos trabalhadores autônomos.

Para isso, o Índice SumUp do Microempreendedor (ISM) é importante.


Como funciona

O ISM funciona como uma medida de atividade econômica com base em dados de atividades de empreendedores informais além de micro e pequenas empresas em todos os estados brasileiros e mais de 30 ramos de atividades distintos, permitindo um melhor conhecimento do mercado. A divulgação do ISM é uma contribuição da SumUp para o País com o intuito de ampliar o acesso às informações sobre a economia brasileira.

O ISM é calculado a partir de um método estatístico robusto, mas simples, que permite explicar o desempenho do setor microvarejista com base nas vendas processadas pelas maquininhas da SumUp. 


Análise

O gráfico a seguir nos permite entender o comportamento do mercado para microempreendedores no Brasil nos 12 meses.

Podemos observar que o índice oscilou em 2021, alternando meses de alta e queda. Vale dizer, entretanto, que os patamares atingidos no ano não igualaram as marcas do pré-pandemia. Em dezembro, o ISM tem uma subida pontual, seguido por novos recuos no começo de 2022.

Segundo Carlos Grieco, diretor de meios de pagamento da SumUp, o índice mostra que a economia ainda é desafiadora para microempreendedores e informais:

"Infelizmente, os microempreendedores e profissionais informais ainda terão um cenário desafiador pela frente"

Renan Pieri, professor da Fundação Getúlio Vargas e um dos responsáveis por formular o índice, aponta que o recuo em relação ao ano passado tem a ver com a menor renda das famílias.

“Essa queda na renda é causada por duas razões. A primeira é o desemprego, que, embora tenha caído, está em um patamar elevado. A segunda é a desvalorização do poder de compra dos consumidores, que estão pressionados pela inflação. Tudo isso faz com que as pessoas tenham que 'apertar' o orçamento e consumir menos, o que puxa para baixo o ISM"

Em relação a março de 2021, Pieri complementa:

“Em relação à queda ante março, há ainda um fator sazonal: tivemos dois feriados prolongados em abril que causaram uma queda expressiva nas vendas"

Esta página será atualizada mensalmente com informações novas sobre o Índice SumUp do Microempreendedor. Fique ligado!